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Mickey Mouse 90 Anos
Mickey Mouse 90 Anos

MICKEY MOUSE 90 ANOS

 

Personagem icônico da Disney, criado em 1928, continua um dos mais populares do mundo.

 

Em 18 de novembro de 1928, Mickey Mouse fazia sua estreia nas telas com o curta-metragem STEAMBOAT WILLIE. O ratinho criado por Walt Disney (1901-1966) se tornou um dos personagens mais adorados do mundo – além de ser reconhecido como um ícone da cultura americana. A criação nasceu durante uma viagem de trem que Walt Disney fez entre Nova York e Los Angeles, enquanto voltava com a mulher de uma reunião de negócios desastrosa.

 

Considerando a fama que Mickey tem atualmente, é difícil imaginar que ele e seu criador tiveram um começo tão conturbado. A história do ratinho tem início, na verdade, com um coelho chamado Oswald. Também conhecido como o Coelho Sortudo, Oswald foi criado por Disney em 1927, quando a empresa dele e do irmão Roy, a Disney Brothers Studio, tinha materiais distribuídos pela Universal Pictures. A criação de Disney foi um sucesso, e a Universal encomendou uma leva de curtas-metragens.

 

Em 1928, quando Disney foi negociar um novo contrato, os chefes do estúdio disseram que haviam contratado todos os funcionários da Disney Brothers Studio e se apoderado dos direitos de Oswald, por meio de uma brecha no contrato. Walt e Ub Iwerks, o único animador que permaneceu com os irmãos Disney, receberam ofertas para continuar com a Universal, mas com salários e posições menores.

 

Uma das primeiras histórias foi THE GALLOPIN’ GAUCHO

 

 

Walt e Ub passaram a trabalhar intensamente para achar um substituto para Oswald. Com orelhas mais curtas e uma barriguinha maior, o coelho foi transformado em um rato, Mortimer Mouse. A mulher de Disney, Liliam, não gostou do nome e sugeriu que o marido pensasse em algo mais amigável. Assim, surgiu Mickey, pronto para a estreia. Os primeiros dois curtas, PLANE CRAZY e MICKEY, THE GALLOPIN’GAUCHO, não tiveram muito reconhecimento – nenhum distribuidor quis comprá-los. Mas quando STEAMBOAT WILLIE apresentou o personagem como um marinheiro animado, o sucesso foi enorme, marcando também a estreia de Minnie Mouse. Desde então, o casal conquista o coração de gerações. Em 1937, o estúdio produzia quase 12 animações por ano, com o próprio Disney dublando o ratinho.

 

Em 1940, Mickey fez sua estreia em longas-metragens como um aprendiz de feiticeiro, em FANTASIA. O ano de 1955 foi outro grande marco na história do personagem e de Walt. O programa de variedades CLUBE DO MICKEY MOUSE chegava nas TVs americanas junto à abertura da Disneyland, parque temático em Anaheim, na Califórnia. Enquanto os grandes clássicos da Wald Disney Studios – como CINDERELA, PETER PAN e BELA ADORMECIDA – eram produzidos, Mickey teve uma pequena aposentadoria. Entre o curta de 1953, THE SIMPLE THINGS, e o filme MICKEY’S CHRISTMAS CAROL, de 1983, a participação do rato nas telas foi limitada. GET A HORSE!, de 2013, marcou o retorno do ratingo aos curtas-metragens. Exibido nos cinemas com o filme FROZEN, a produção usou áudios de arquivo de Walt Diney para a voz do ratinho.

 

Com 22 curtas, oito longas e inúmeras participações especiais, o personagem é a cara e o coração da Disney.

 

 

Ícone é recriado em exposição em Nova York

 

Entre incontáveis festas e lançamentos de produtos pelo mundo afora, os 90 anos do personagem criado por Walt Disney (1901-1966), que mudou também a história do desenho animado, são celebrados em Nova York com a exposição MICKEY: THE TRUE ORIGINAL EXHIBITION. Chamados a criar obras inspiradas no camundongo de orelhas talvez tão conhecidas quanto o sorriso da Mona Lisa, 16 artistas produziram esculturas, desenhos, vídeos e fotografias especialmente para a exposição, que poderá ser vista até 10 de fevereiro.

 

Instalada num galpão com cerca de 1.500 metros quadrados no Chelsea, região onde se concentram dezenas de galerias de arte, MICKEY: THE TRUE ORIGINAL EXHIBITION tem estrutura de exposição de arte com perfil das atrações dos parques temáticos da Disney, onde o conteúdo é agradável a adultos e crianças.

 

À entrada das galerias, uma réplica da estatueta dourada do Oscar e a fotografia de Walt Disney com o certificado da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas lembram o prêmio honorário concedido ao cartunista, em 1932, pela criação do Mickey.

 

Nas próximas 10 salas são exibidos trechos de outros filmes estrelados pelo ratinho, há instalações baseadas no barco a vapor de STEAMBOAT WILLIE e na série original do CLUBE DO MICKEY, transmitida entre 1955 e 1959 nos EUA.

 

Tudo começou com um camundongo”

 

Keith Haring (1958-1990), um dos grandes grafiteiros atuantes em Nova York na década de 1980, é um dos artistas com espaço destacado. Os artistas contemporâneos que participam da exposição produziram trabalhos baseados em cenas de filmes com Mickey. Em HIDING MICKEY, Daniel Arsham, que utiliza elementos de arquitetura, performance e escultura, criou um rato de grandes proporções que avança e estica uma parede, tudo em branco.

 

London Kaye, que se tornou conhecida por colocar sua arte nas ruas de Nova York cobrindo de crochê objetos coo lixeiras, postes ou bicicletas, trabalhou cerca de três meses com suas agulhas e ocupa uma das salas, do chão ao teto, com uma instalação inspirada em A BANDA DO BARULHO, de 1935, primeiro filme de Mickey em cores. Na mesma linha artesanal de London, o espanhol Javier Sánchez Medina esculpiu as mãos enluvadas e características de Mickey com grama, bambu e outras plantas.

 

O inglês Oliver Clegg usou cadeiras de madeira como tela para pintar WELL, SO LONG! I’LL BE SEEING YA!, visto na sala dedicada a APRENDIZ DE FEITICEIRO, um dos oito segmentos de FANTASIA, que estreou em 1940 esse tornou um dos filmes clássicos de animação. Darren Romanelli, designer e diretor de criação de coleções personalizadas de roupas, móveis e objetos colecionáveis, que convidou os artistas a participarem da exposição, inclui nela um trabalho próprio. Cobriu de grandes retalhos de tecido estampado de Mickeys um Mickey com cerca dois metros de altura.

 

Na última galeria, sobre uma página com esboços originais do Mickey original, ainda de rosto afilado e nariz comprido, lê-se a frase mais famosa do seu criador: “Só espero que nunca percamos de vista uma coisa: que tudo começou com um camundongo.”

 

Fonte: Tonica Chagas/Estadão Conteúdo/Nova York

 

 

Personagem não é mais publicado no Brasil

 

O ilustrador italiano Thomas Campi afirma:

 

- Mickey é uma influência para tudo, desde a animação no cinema e na TV, todo tipo de quadrinhos, caricaturas, afirma. Mickey inaugurou toda uma era e foi copiado por diversas criações que vieram mais tarde. Não há palavras para descrever o quão influente foi. Não importa se você gosta da Disney.

 

O quadrinista brasileiro Ivan Reis já assinou edições nacionais de gibis do Mickey, e destaca a maneira como desenhistas ao redor do planeta impuseram suas marcas ao longo dos últimos 90 anos para ajudar a moldar o personagem:

 

- O principal contato que eu tive com o Mickey foi pela parte artística, nem tanto pelas narrativas, porque os desenhistas europeus chamavam muita atenção esteticamente. Principalmente o (italiano Giorgio) Cavazzano, que ainda é uma referência no estilo do personagem.

 

Freitas comenta o término da publicação dos gibis do Mickey no Brasil, após 68 anos, anunciado em junho pela editora Abril.

 

- Até pela longevidade, ele é muito importante para o quadrinho brasileiro. Todo mundo leu. São quadrinhos que ficaram nas bancas durante muito tempo. No imaginário do brasileiro, tem a questão dos parques da Disney como sonho de consumo da classe média geração após geração. O término das publicações da Disney pela Abril causou comoção além do mercado de leitores regulares de quadrinhos porque esses personagens têm uma grande penetração no país.

 

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=omwdODyz8vI

 

Fonte: Zero Hora/Segundo Caderno em 14/11/2018.